Os 100 melhores livros de 2012, 3% em tradução

Chegou novamente aquela época em que várias publicações escolhem os melhores do ano em diversas categorias. Falando de literatura, gostaria de destacar aqui três listas e medir quantos dos melhores livros de 2012 são traduções de uma língua estrangeira para o inglês.

Parece que a tendência dos três porcento continua sendo aplicada aqui...

Começando com os Melhores do Ano da AmazonQUATRO dos 100 títulos são traduções, mas somente um foi identificado como tal. Espero que nenhum livro tenha passado despercebido por causa da falta de detalhes fornecidos pela editora.

SUDDENLY, A KNOCK ON THE DOOR
de Etgar Keret, traduzido do hebraico por Nathan Englander, Miriam Shlesinger e Sondra Silverston

THE THIEF
de Fuminori Nakamura, traduzido do japonês por Satoko Izumo e Stephen Coates (Tive que procurar os nomes no Smithsonian Asian Pacific American Center)

DELICACY: A NOVEL
de David Foenkinos, traduzido do francês por Bruce Benderson (Tive que procurar o nome no Publishers Weekly)

PHANTOM
de Jo Nesbø, traduzido do norueguês por Don Bartlett (tive que procurar o nome no Publishers Weekly)

A próxima lista é dos 75 Melhores Livros do Ano na Kobo, uma concorrente forte da Amazon em matéria de livros digitais, que destacou muitos dos mesmos títulos. Além de Phantom, de Jo Nesbø, Kobo também incluiu outros dois livros, com um total deTRÊS traduções. Nenhuma delas foi identificada como tal, então espero mais uma vez que não tenha perdido nenhum na lista.

THE ABSENT ONE
de Jussi Adler-Olsen, traduzido do dinamarquês por K.E. Semmel (Tive que procurar o nome no Publishers Weekly)

MAP OF THE SKY
de Felix J Palma, traduzido do espanhol por Nick Caistor (Tive que procurar o nome no Sony's Ebookstore)

Para terminar, o New York Times revelou a sua lista dos 100 livros mais notáveis de 2012 na semana passada e QUATRO deles são traduções para o inglês. Ainda bem que todos foram identificados como traduções na lista e nas resenhas separadas, com o devido crédito aos respectivos tradutores para o inglês.

ALMOST NEVER
de Daniel Sada, traduzido do espanhol por Katherine Silver

HHhH
de Laurent Binet, traduzido do francês por Sam Taylor

SILENT HOUSE
de Orhan Pamuk, traduzido do turco por Robert Finn

THREE STRONG WOMEN
de Marie NDiaye, traduzido do francês por John Fletcher

Na resenha do New York Times para Three Strong Women, é apresentado um argumento forte a favor da literatura traduzida (tradução minha):

Os americanos têm uma visão limitada da França, o que é interessante. A gente enlouquece com os óculos escuros da Chanel, as bolsas da Vuitton, a champanha ou Paris na primavera, mas quando o assunto é a cultura francesa contemporânea que não dá para comprar nas lojas "duty-free", a maioria de nós diz: "Deu branco!" Por sorte, o véu da ignorância benigna está sendo levantado conforme as editoras nos Estados Unidos apresentam aos leitores americanos uma nova geração de escritores franceses que realmente têm um dom especial e estão redesenhando os limites da ficção, autobiografia e história (Emmanuel Carrère, Laurent Binet e Jonathan Littell, este último que nasceu nos EUA) ou da literatura de grande arte e "snuff" (Michel Houelle­becq)

Alguém mais se habilita a seguir esta deixa?