Escritor diz que Senegal lê em idioma que não compreende

A imprensa e literatura tradicional do Senegal são escritas em francês, apesar de a maioria da população se comunicar em uma das linguas maternas, o wolof.

"África é o único continente onde escrevemos em idiomas que os leitores não compreendem, como inglês, francês e português", o escritor senegalense Boubacar Boris Diop afirma.

Diop escreve em francês e wolof e, apesar de ser mais conhecido pela sua colaboração na coletânea Rwanda: écrire par devoir de mémorie, ele tenta concentrar-se nos problemas da sociedade senegalesa. Seu livro Doomi Golo (2006) é um dos poucos a serem escritos totalmente em wolof.

Ele faz parte de um movimento que tenta voltar para as raízes africanas e expressa sua cultura em wolof. De acordo com ele, a nova geração do Senegal é "muito democrática" e foi às ruas fazer manifestações contra os apagões frequentes, as altas taxas de desemprego entre os jovens e o chefe-de-estado Léopold Sédar Senghor, poeta e membro da Academia Francesa de Letras.

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